quarta-feira, 6 de abril de 2016

Relato do parto da Alice! por Fernanda Campos

Nossa delicia chegou! 🐣🐥 Alice!!! Na madrugada do dia 20/01/2016, uma quarta feira chuvosa... Foi o tempo exato da Vovó desembarcar no aeroporto e correr pro hospital para a chegada dessa princesa (a primeira neta) tão esperada!

E nossa Alice esperou exatamente o tempo necessário , veio no tempo dela, escolheu o dia do aniversário dela!! .. E eu que sou tão acostumada a controlar tudo a meu redor , tive que me acostumar com o descontrole e agora o controle dela ... E tudo conspirou a favor ... Foi uma linda chegada!!

 "Você não dá conta, não vai aguentar" .. "você é louca? deve doer muito" ... "Porque não faz uma cesárea?" ...( foi algo que ouvi inúmeras vezes na gravidez) .. Mas nós demos conta!!! Sim! Eu pari , sem anestesia, sem Episio e sem laceração... (A anestesia eu até pedi, confesso, paguei pau parquela dor "do cacete" ... mas já não dava mais tempo ...)
e ... Após um TP latente de quase 24 horas que começou na tarde de segunda feira dia 18/01 eu ainda no trabalho e comecei sentir algumas contrações bem  pouco doloridas, a noite chegou e as contrações continuaram, "será que temos que ir pro hospital?"
Ligamos pra Vanessa e ela nos explicou ... Daniel passou a madrugada acordado marcando tempo entre as contrações , a dor era fraca .. Eu dormia nesses intervalos de 30 minutos .. 15 minutos e até 8 minutos ...
Acordei terça-feira dia 19/01 com o mesmo ritmo e não consegui ir trabalhar ....
Era último dia das férias do Daniel e passamos o dia em casa ...
Após o almoço as dores começaram a ficar mais intensas, mas os intervalos eram bem irregulares .. O frio na barriga foi aumentando ... Que ansiedade , será que tá chegando a hora?
Nessa hora eu já conversava muito com Alice pra Ela esperar só mais um pouco pois vovó já estava vindo de Madrid e queria muito ver a barriga grande de 38 semanas e 6 dias...
A vovó coruja acompanhou toda a Gravidez por fotos e vídeos e queria ao menos uma foto da filhota dela de barrigão grande!
Quando anoiteceu as contrações começaram a doer bastante, e os intervalos ficaram menores entre elas , Daniel fazia massagens nas minhas costas, nos pés, fazia carinho, fez comidinhas e Preparou a mala de maternidade e alguns últimos detalhes ...
Será que já tá perto de conhecer nossa filhotinha? Será que ainda demora muito? Sera que já estou com dilatação? Será ?
Quanta coisa passa na cabeça de uma mãe de primeira viagem ansiosa ...
É um turbilhão de sentimentos ...
Medo, ansiedade, vontade, amor, cansaço...
Por volta das 21:00 as dores estavam muito fortes e praticamente a cada 5 minutos , Daniel conversou com Vanessa e ela sugeriu que eu ficasse no chuveiro morno durante  uma hora para aliviar a dor, e aliviou mesmo!
As contrações seguiam fortes e decidimos ir para a maternidade ... Nesse intervalo o voo da vovó Giselia já estava chegando em Confins!
Esperamos até 23:30 em casa e vovó finalmente chegou , foi o tempo de uma única foto tirada no intervalo de uma contração e outra ... E fomos ....

Chegamos no Sofia Feldman as 00:20 e a casa de parto era nossa prioridade, porém estava fechado devido a um imprevisto com a EO responsável por aquele plantão ...
Putz
E agora?
Odeio mudança de planos de última hora  ...
Mas não tinha outra opção!
Já tínhamos desistido do Santa Fé pois a suíte PPP estava interditada (sem a banheira)
Bom, vamos com fé que tudo dará certo ...
As contrações eram fortes e a dilatação já estava em 6cm
Que alívio!
Quase metade do "caminho" percorrido ...
Nessa madrugada a maternidade estava bem cheia , todos os pre-parto lotados, e as suítes de parto também ... E agora?
Me restou um chuveiro e uma bola  , mas após 10 minutos eu pedi pra sair ... Queria ficar deitada! Queria minha Doula ... Queria massagem! Queria sossego! (Sossego no meio do TP ativo? Com 6cm de dilatação? Como? É louca? ... Bom .. Talvez)
Conseguiram uma "vaga" na  UGAR (unidade de alto risco) não por necessidade pois meu pré natal foi excelente e o TP também estava evoluindo de forma espetacular ... mas com a maternidade lotada foi a única cama que conseguiram pra mim ...
Eu adorei!
A equipe do plantão foi maravilhosa e permitiu a entrada da minha querida Doula! Ficamos ali com as dores e massagens até 04:00 quando em uma das milhares idas ao banheiro a bolsa rompeu ... Que susto!
Olhei pra Vanessinha com uma cara de pânico : tipo ... O que foi isso? Meu bebê caiu na privada?
Hahaha
"Não, calma, foi a bolsa! Tá tranquilo!"
Surreal... Cada minuto estava mais perto da hora de conhecer nossa pequena ... De ver o rostinho tão sonhado durante os nove meses ... Alice seria morena ou branquela? O pé a gente viu no ultrassom que era idêntico ao do pai , mas e a boca, os olhos, o nariz empinado da mãe? Será?
Bom, voltamos pra cama e as contrações já insuportáveise estavam com intervalos muito próximos. Pedi anestesia , é, eu paguei pau ... Já não aguentava mais tanta dor e não sabia quanto tempo ainda faltava ... Uma hora .. Duas horas ... Quatro horas??  ... Só Deus sabe . Mas ...
Não consigo mais ...
Quero anestesiiiaaaaaaa ...

Após o exame, dilatação de 9cm ...
Não vai "precisar" da anestesia! Calma Fernanda, falta pouco!
E todo o tempo Daniel estava ao meu lado com carinhos, afagos , força e muito amor! Vanessinha Tb, com seu copinho de água, seu leque, óleo para massagem e sua respiração profunda que me norteava quando a dor surgia ...
Alguns minutos depois e começou a vontade de fazer força ...
Aí, que medo!
Ainda não tinha suíte liberada e começamos o expulsivo ali no banquinho de parto ...
Mais uma vez Anjos na nossa vida, e a equipe permitiu a entrada da minha mãe para ver o finalzinho do parto ...
Força ... Força ... Mais força em cada contração e me disseram que já dava pra ver o cabelinho da Alice lá no fundo ...
Ahhhh, que mentira , eu pensei!
Quem vê um tufo de Cabelinho lá no fundo ? Nessa escuridão ?
Sem condições! Estão tentando me encorajar ... Mas .. Vamos em frente porque  Alice tá chegando!!! Que maravilha! Que medo!! Que frio na barriga!

05:00 e a noticia maravilhosa que a suíte Maria Nazareth estava liberada e podíamos ir pra lá !!
Entramos e mal encheram a banheira eu entrei ... Parece que o tempo voou...
Uma penumbra azul, uma música calma e A dor ficou diferente, doía bem menos ... A vontade de empurrar era enorme, instintiva... E junto tinha um medo de rasgar tudo , da cabeça dela ficar "enganchada" no meio do caminho ...
O medo deu lugar a uma determinação muito grande , e fiz força ... Força controlada, direcionada ...
Algumas contrações e Alice chegou, ali na água, pequena, frágil, com o olhar curioso e aquele chorinho gostoso!
As 5:36 nossa princesa nasceu!
Foi maravilhoso, corajoso,  natural! Foi transformador! Foi um parto muito desejado...
Uma experiência linda que mudou o sentido das nossas vidas!
E sem o apoio do Daniel (meu apoio, meu suporte, meu lindo marido que se empoderou comigo) e sem a presença da minha mãe e da Vanessa  tudo teria sido mais difícil!







NOTAS DO BLOG:
Esse relato foi escrito pela mãe do bebê e cedido ao blog;
A reprodução dele e das imagens devem ser feitas mediante autorização por escrito;
O relato, como todos os outros neste blog, foi publicado com o intuito de estimular reflexões para situações possíveis durante a gestação, parto e amamentação;
Comentários são bem vindos. Mas, caso tenham conteúdo ofensivo, preconceituoso ou sejam desrespeitosos, serão excluídos;
Você também quer dividir a sua história*? Mande-a para o e-mail: vanessadoulamg@yahoo.com.br
*os relatos enviados devem contar a SUA experiência. Fotos e textos poderão ser publicados sem aviso prévio.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

NASCIMENTO DA GIOVANNA

Internei com 41 semanas, 5 cm de dilatação, colo médio, ansiosa, bem disposta e preparada para ver minha filha vir ao mundo. 

Enviada por Deus, que inspirou minha tia Thaís com essa idéia, veio a nós Vanessa, doula, amiga, anjo... 

Chegamos as 11 da manhã e conversamos por horas, vivendo cada segundo daquele momento tão único, sentindo as contrações chegarem devagar, tirando minhas dúvidas e entendendo o porque de cada sensação junto com meu bebê. 

As 16hrs recebi um comprimido no colo para diminuir a espessura e rapidinho a dilatação chegou a 6 cm. Fiz caminhadas, ri, descontraÍ mais e logo evoluiu para 7 cm; com um exame da enfermeira obstetra foi decidido, com o meu consentimento, que iriamos romper a bolsa. Após o procedimento tomei banho e logo senti as contrações aumentarem muito rápido (não contei o tempo, mais em menos de uma hora meu bebê veio ao mundo). Saí do pré parto e fui transferida para a suíte de parto, foi quando trocaram a equipe de enfermagem. 

Meu sonho se realizando e eu topei com uma equipe no minimo fria e estressada. Entrei num quarto grande com banheira, cama de parto, bola, tudo preparado para um lindo parto e a enfermeira implicou que eu não podia usar a banheira; foi grosseira algumas vezes, não me lembro exatamente como, talvez nem queira lembrar, mais lembro de me sentir insegura e angustiada em relação aos profissionais responsáveis pelo quarto que fui instalada. Enfim, num momento de desespero, Vanessa aparece novamente, me trás segurança, carinho, conforto, ajuda. O que seria de mim sem você ali?! Rs... 

Foi um momento maravilhoso, trazer minha filha ao mundo, olhar o rostinho dela pela primeira vez, cortar o cordão umbilical... não têm palavras para descrever esse momento! Logo que dei a luz a enfermeira me deu um lanche, me mandou tomar banho e subi para o leito. Senti que faltou respeito por este momento tão único que vivi, mas assim como em todas as áreas, na da saúde existem pessoas de todo tipo, e vivemos num tempo em que os valores estão invertidos, onde as pessoas valorizam o ter e desprezam o ser, a vida, o respeito, a lei da ação e reação, sei lá... 

Agradeço a vocês profissionais da área de saúde que trabalham por amor e com amor! E aos que não têm tanto amor assim, desejo que aprendam, pois profissões tão lindas e grandiosas não merece ser desperdiçada por gente egoísta e sem sabedoria. 

Agradeço a você, Vanessa, a equipe do Hospital Sofia Feldman e a Deus, meu pai cuidador, que preparou o melhor momento para minha filha vir ao mundo perfeita, abençoada, única e filha de Deus tbm! Amém! 

Monitorando Giovanna no pré parto

 Em pleno expulsivo

 Nasce Giovanna

 Corte do cordão umbilical

 Imprint

O prazer em parir


NOTAS DO BLOG:
Esse relato foi escrito pela mãe do bebê e cedido ao blog;
A reprodução dele e das imagens devem ser feitas mediante autorização por escrito;
Fotos de Vanessa Aveline e Bel Cristina;
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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

NASCIMENTO HENRIQUE - PARTO DOMICILIAR

Desde o início da gestação, queríamos um parto natural. No início pensamos em parir no Hospital Sofia Feldmann que era a nossa melhor opção, mas com o tempo fomos estudando e decidimos que o parto domiciliar seria o ideal para a chegada de nosso príncipe Henrique!

O dia que mudou nossas vidas! 38 semanas e 3 dias de gestação

No dia 30/07/2015, às 4:22h da manhã, acordei assustada com a sensação de ter levado uma bolada na bunda. Logo senti um líquido quente saindo, pensei que fosse xixi, que eu não tinha acordado para ir ao banheiro. Estava muito cansada naquela noite, pois esse dia seria o chá de fraldas. Mas, percebi que era a bolsa que havia rompido. Chamei meu marido e falei com ele: “Acho que a bolsa estourou!”, ele acendeu a luz e olhamos o lençol todo molhado! Foi uma sensação muito gostosa, a ansiedade, a expectativa, a alegria de saber que logo nosso filho estaria com a gente, comemoramos: Ele vai nascer!!! O grande dia chegou! 

Ainda na cama ligamos para a parteira, conversamos pelo whatsapp, falei com ela o que estava acontecendo, mandei a foto do líquido que molhou o lençol. 
A equipe do parto domiciliar tinha nos visitado no dia anterior, não imaginamos que seria naquele dia. Odete me disse: "bora voltar para a estrada!" 

As contrações já começaram de 3/3minutos e duravam em média 30 segundos. Meu marido pegou um caderno e começou a anotar! As dores eram fracas, conseguia conversar, mas não consegui dormir de novo, estava elétrica, muita coisa ainda tinha que ser feita. 

Levantamos e fomos tomar um banho, lavei o cabelo, nos abraçamos e despedimos da barriga! Fui para o quarto separar as roupinhas do bebê! As contrações já estavam ritmadas. 

Fomos na casa da minha mãe para falar que era o dia e que teríamos que cancelar o chá. 
Liguei para minha amiga que iria fotografar o parto, falei com ela que não precisava ter pressa porque ainda demoraria. 
Na volta pra casa, ia passar no supermercado, mas já não estava conseguindo mais me concentrar, pedi para voltar pra casa. 

Fui para o chuveiro, relaxei, meu marido sempre doce e sorrindo pra mim, fazendo com que tudo saísse do jeito que sonhamos. 

Às 8 horas minha amiga chegou, não conseguia conversar direito pois as contrações estavam bem intensas, fiquei um pouco deitada, mas quando vinha a contração eu sentia a vontade de mudar de posição. A piscina estava enchendo no nosso quarto! Sempre idealizei o parto na água. 

Fui pro chuveiro de novo, já não conseguia receber o carinho do marido, não quis segurar a mão da Grazi, sentei no hão do banheiro e pensei que não ia agüentar. E que se ele demorasse muito para nascer eu não daria conta. Meu marido se sentou olhando pra mim, falei com ele que eu não agüentava mais, que tava doendo muito. Ele sorrindo disse: Você consegue! 

Sai do chuveiro e fui pra cama, mas pouco tempo depois eu tremi de dor e quis sentar no vaso. Quando Deimes olhou a cabeça já estava aparecendo e já dava pra ver o tanto de cabelo que nosso bebê tinha. Chamei a Grazi e disse ele vai nascer!!! 

O círculo de fogo foi muito intenso, tive que me levantar porque se não o Henrique poderia cair no vaso. Em pouco tempo ele nasceu! Saiu de uma só vez. Foi amparado pelas doces mãos de seu pai, chorou logo em seguida. Foi uma emoção enorme, um momento único! Não conseguia imaginar que fosse ser tão perfeito. As dores sumiram, só tinha espaço para a felicidade de ver o rostinho do me filho e a cara de bobo do marido! 

A equipe não chegou a tempo, RS! 

Foram 5 horas e 45 minutos de trabalho de parto! Um dia que ficará em nossa memória! 

Meu príncipe nasceu com 3050g e 48 centímetros. Ficamos ligados ainda por um bom tempo, a placenta saiu quando a equipe chegou! A piscina ficou pela metade, RS! 

Conseguimos parir! Mesmo com muitas pessoas falando que eu não daria conta porque sou muito magra e tenho a bacia estreita! Henrique nasceu no dia que quis e como quis. Nasceu no banheiro de nossa casa e cercado de muito amor.

 Ensaio fotográfico com 36 semanas


Nasceu e foi direto para o peito


Henrique ainda conectado a placenta


 Órgão que nutriu o nosso príncipe


Impressão da placenta feita pela doula


Henrique, nosso tão esperado e amado príncipe


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NASCIMENTO DA HELEN BEATRIZ

Há 10 anos atrás passei por uma experiência traumática no parto do meu primeiro filho. E na segunda gravidez me vi na dúvida de qual parto haveria de escolher, e tudo se transformou em uma dúvida maior depois que me vi impossibilitada de caminhar após uma queda e quebra da minha perna, aos quatro meses de gestação.

Mas a minha dúvida se transformou em certeza quando conheci Vanessa Aveline, meu anjo da guarda, minha doula, que fez a diferença na minha vida naquele momento.

No dia 15 de abril comecei a sentir as primeiras contrações, sabia que minha princesa, que eu tanto desejava, estava chegando. A madrugada veio e meu coração apertava, se enchia de alegrias e de medo, passei muito mal, mas não liguei.

Quando as oito horas da manhã do dia 16, minha doula chegou e começamos um trabalho lindo. Fomos para o chuveiro porque as dores aumentaram, cheguei até a dormir sentindo as contrações e escutando as músicas escolhidas por mim.

Eu nem acreditava que poderia entrar em um transe com dores, e num é que a tal PARTOLÂNDIA existe?!! Por alguns instantes me via em outro lugar, um lugar mágico. Tomei água de coco e chupei muito mel.

E então aquele trauma de dez anos atrás começou a passar na minha cabeça, mas estava tão tranquila que depois só pensava na chegada da minha princesa. E as dores, devido a um trabalho de respiração, já não eram problemas.

Fiquei muito tempo em baixo do chuveiro. Quando decidi deitar um pouco, as dores ficaram intensas e decidimos ir para o hospital. O hospital escolhido era um em que quase todos os nascimentos eram por cesarianas, mas eu faria a diferença naquele dia.

Chegamos ao hospital as 14h30 e tive a noticia de que estava cheio e não poderia me internar ali. Minha doula então disse a enfermeira que arrumassem um banheiro, minha princesa não demoraria a chegar. A residente fez o maldito exame de toque e disse que estava com sete cm de dilatação, mas que o obstetra confirmaria.

Lembro que quando o obstetra veio e ia fazer o toque, chamei a atenção dele pq estava tendo uma contração e era pro mesmo esperar ela passar. Quando ele me disse que estava com 10cm meu coração foi a boca. Minha bebê podia nascer ali, mas Vanessa não me deixou sozinha nenhum instante.

Então subimos pro bloco e meu marido ficou fazendo minha ficha, eu na minha dificuldade de andar, por conta da minha perna quebrada, nem lembrava mais dela, só pensava que daqui a alguns instantes estaria com um dos meus maiores sonhos nos braços.

Dentro do elevador o médico pediu que eu ficasse com as pernas fechadas, pq meu bebê poderia nascer ali, rimos até e eu vibrando com aquele momento tão especial.

Entramos no bloco, mas não vi mais Vanessa.

Começaram os procedimento, eu queria meu parto sentada, uma enfermeira sugeriu isso ao obstetra, mas ele não aceitou e disse que não daria tempo. Retirei meu vestido e deitei naquela mesa, já não estava aguentando a dor e então pedi uma analgesia. Tomei diversas agulhadas na coluna, mas na hora só conseguia pensar no rostinho da minha filha.

Virei a sensação naquele bloco, o obstetra dizendo: "Vai nascer, se alguém quiser ver é agora. Quem viu, viu. Quem não viu, não vai ver mais." E as 15h05 como num passe de mágica, entrei num transe e só senti minha filha sendo colocada nos meus braços.

Vanessa entrou e disse: "Já nasceu? Carol, foi muito rápido!!!".

Não deu tempo do marido ver, então tiramos fotos daquele momento para mostrá-lo.

Tínhamos algumas exigências conforme o Plano de Parto que não foram atendidas. Mas já sabíamos que provavelmente seria assim, naquela instituição.

Porém meu parto foi motivo de comemoração, não entramos pra triste estatística daquele lugar. Foi o ÚNICO PARTO NORMAL EM TRÊS DIAS. Eu fiz a diferença!

Fiquei quase cinco horas no pós parto com minha pressão alta, apesar de me sentir muito bem. Só ficava olhando pro rostinho da minha pequena princesa. E quando finalmente fui para o quarto, vi meu anjo da guarda e meu marido me esperando, foi só alegria!!!

Agradeço à Deus por ter colocado essa pessoa especial na minha vida, porque sem ela eu entraria na estatística das cesarianas mal indicadas. Ela fez a diferença na minha vida e da minha família e hoje estou muito feliz com minha decisão por um parto normal e ter contratado uma doula.

 Escada pés no Chá de Bençãos feito pela doula


 Papai e irmão dando beijinhos na casinha da Helen


 Aproveitando a PARTOLÂNDIA em baixo do chuveiro


Parir é ruim demais #soquenao



Helen Beatriz - 3,015 kg e 49cm


 Papai, mamãe e Helen, enfim juntos


Nossa doula e anjo da guarda com a princesinha no colo


Meus maiores presentes, Victor e Helen


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quinta-feira, 16 de julho de 2015

RELATO DE UM PARTO NORMÁRIA

Relato abaixo como foi meu segundo parto! Espero que as mamães de plantão estudem, busquem seus direitos e optem por um parto normal. Deixem a cesariana pra uma emergência! Miguel nasceu com quase 42 semanas. Estava sendo monitorado a todo tempo! E é um menino forte, saudável e cheio de vida!!!!

Relato de um parto normária!

Boa tarde!!!!

Demorei mas está aí meu relato de um parto abençoado, normária!!!!

Procurei o Hospital Sofia Feldman, no dia 24/4/15, e me pediram, se eu não entrasse em trabalho de parto até segunda, 27/4/15, eu deveria retornar ao hospital e me internar para uma possível cesária. Confesso que fiquei muito chateada, pois havia vivenciado uma cesária cheia de traumas a quase sete anos atrás, e gostaria muito que dessa vez fosse bem diferente, fosse natural!

Me preparei, mesmo no último mês pra isso, participei do congresso, estudei, li várias coisas, procurei profissionais da área... Enfim... Estava disposta a suportar toda dor, viver intensamente esse parto!!!!!

As contrações estavam muito espaçadas, sentia dores mas nada intenso de um início de trabalho de parto. Resolvi ir pro hospital na terça. Acreditava fielmente que Deus agiria na minha vida, no meu parto.

Ao realizar a triagem, me deram outra data, disseram que já estava com 41s e 5d. Assustei porque na sexta me informaram que 41s se completavam na segunda. Enfim...já me indicaram uma cesária. Eu havia passado o fim de semana conversando com dois anjos, Bel Cristina e Vanessa Aveline, que me deram várias dicas, inclusive da Sonda de Foley e da ocitocina. Falei com as enfermeiras que queria tentar as alternativas e citei as duas acima. Elas então me encaminharam para as práticas, fiz escalda pés, auriculoterapia e...(esqueci o nome daquela que coloca um monte de vidros com pressão nas costas rsrsrs). Isso me demandou a manhã toda. Voltei, havia rezado muito e pedi a Deus que fizesse o melhor e que eu aceitasse a sua vontade. As enfermeiras haviam conversado com um obstetra e ele havia analisado meu caso e disse que se eu estava disposta a tentar, vamos lá!

Me internei, fui almoçar, por volta de 13h. Fique esperando uma vaga no pré parto. Me encaminharam para um quarto, onde já haviam duas mulheres em trabalho de parto. Por volta de 18h, mais um anjo apareceu no meu caminho. Uma médica, que não estava de plantão, mas havia sido chamada no hospital para algumas urgências. (Preciso lembrar o nome dela). Ela conversou muito comigo, e resolvemos fazer um primeiro processo que era o descolamento de membrana. Uma dor intensa, me agarrei na cama. Ela foi um anjo, cada volta que dava pedia desculpas e perguntava: "vamos mais uma?", e acho que foram umas três voltas. agradeci e ela se foi. Meu marido estava ao meu lado o tempo todo. Ouviu no corredor, do lado de fora, outro anjo analisando meu caso, e estava um pouco nervosa, sem saber se faria ou não o Foley. Ela entrou no quarto, conversou comigo e fomos fazer. Outro procedimento extremamente doloroso, mas faria novamente! Voltei para o quarto e estavam tentando me transferir para o pré parto, onde tinha uma cama mais alta para colocar o peso. Minha amiga Carol chegou para trocar com meu marido. Ficamos uns minutinhos ali e quase presenciamos um nascimento na nossa frente! Fomos então para o pré parto. Estavam demorando muito para colocar o peso, e quanto mais demorava, mais o processo também demoraria. Infelizmente, nos deparamos com uma enfermeira nada humana. Pedi pra ir ao banheiro e perguntei como faria, já que estava com uma sonda pendurada. Ela disse pra esperar! Eu disse que estava muito apertada. Ela disse que eu fizesse na cama.(Grossa!). Voltamos pra cama, passou um tempo e resolvi voltar lá novamente, falar do peso e pedir pra ir ao banheiro. Outro anjo havia aparecido, a enfermeira Elza!!! Ela disse, pode ir, é só segurar a sonda pra trás. Uma enfermeira estudante me ajudou. Falei do peso e a Elza colocou pra mim. Iniciaram então o terceiro momento doloroso. (Acho que foi o mais) Nesse momento, que podia durar mais de 4h, minha amiga Carol estava do meu lado e começamos a rezar o terço. Cada dor intensa era oferecida a alguém que sofria por algo pior, um cristão que morria no Oriente Médio, uma pessoa doente no leito de morte... Enfim, minhas dores eram de vida! De nascimento!! De renascimento!!! Meu marido chegou e ficou comigo. A sonda saiu com 2:30h e dilatei 6cm. Fiquei super feliz, foi rápido e bem sucedido. Estava esperançosa!!! A enfermeira Elza então, me disse que podíamos romper a bolsa. Eu estava em sintonia o tempo todo com Vanessa, pelo telefone. Ela me sugeriu que eu descansasse um pouco. Pedi o descanso e Elza pediu para eu andar. Ela me deixou, com a Thais, a enfermeira grossa! Senti muito medo. Essa enfermeira me disse que teria que romper a bolsa, já eram mais de 2h. Perguntei que horas que a Elza voltaria e ela disse que só 4h. Já estava ficando cansativo, resolvi fazer o procedimento com ela mesma. (Meu único arrependimento). Ela rompeu minha bolsa às 3h, ao mesmo tempo fazendo toque. Foi super doloroso e agressivo, Elza havia dito que romper não doía, mas além de romper, ao mesmo tempo, a enfermeira Thais fez toque. Bom... ao tocar o bb, ela notou que havia algo diferente e até cogitou de estar pélvico. Perguntei a ela: Como pélvico se o coração estava embaixo?" (sem noção). Chamou outra enfermeira para avaliar e essa disse que era a mãozinha que estava na frente. Bom... A enfermeira Elza retornou, relatei pra ela o sofrimento. Pedi para tentar arrumar uma sala de parto com banheira, como queria. Ela conseguiu. Fomos pra lá. Lá, havia outro anjo, a residente de enfermagem Aline!!! Esse anjo foi maravilhoso!!!! Ficou comigo o tempo todo. Já havíamos colocado a ocitocina, antes de ir pra esse quarto. As contrações estavam lentas. Resolveram aumentar. A enfermeira responsável, ao me tocar, notou também algo estranho. Eu disse que haviam dito que era a mãozinha. Ela resolveu chamar o obstetra, por coincidência (ou providência Divina) o mesmo que havia liberado iniciar as tentativas na terça feira. (acho que se chama Edelclever. Algo assim. Sei que é Almeida, igual eu! rsrs) Ao fazer o toque, ele identificou que o bb estava de face. E tentou realizar a manobra pra ele virar e ficar na posição correta. Cortaram a ocitocina. Eu estava confiante em Deus! No segundo toque ele sorriu e disse, o bb está virando. Volta com a ocitocina. Fiquei super feliz! Mas ainda haveria um terceiro e decisivo toque. Por volta de 13h, do dia 29/4, ele entrou na sala, com uma equipe, inclusive o doutor Ronaldo, tio de uma amiga minha. Ao tocar, observou que o bb havia voltado com a face. Decidiram então fazer a cesária. Aceitei a vontade de Deus, e fui. Na sala, senti muito medo, comecei a chorar e relatei o porque ao anestesista e as enfermeiras. Lembram do anjo que ficou comigo no quarto com a banheira, ALINE! No momento da anestesia, ela me envolveu com seu corpo, com um anjo, me envolvendo com suas asas. Não senti nada na anestesia. O parto foi super tranquilo!!! Fique 48h no hospital, e não tive nenhuma reação, nenhum sofrimento, NADA de ruim como no meu primeiro parto. As enfermeiras do pós parto foram abençoadas! Miguel nasceu saudável, perfeito, muito mais do que eu esperava!!!!

Passaria por tudo novamente se soubesse que cairia em uma cesária? SIM! Pq? PRIMEIRAMENTE PORQUE A EXPERIÊNCIA DE TER DEUS AO MEU LADO E MARIA, MÃE DE JESUS ME AMPARANDO O TEMPO TODO NÃO TEM PREÇO!!! PODER VIVER MOMENTOS RODEADA E AMPARADA POR ANJOS... TER AO MEU LADO AMIGOS (CAROL), MEU MARIDO (GERALDO), MINHA TIA (SOLANGE)... SENTIR O AMOR DE FAMÍLIA E AMIGOS PELO WATTSAPP, O TEMPO TODO REZANDO, VOLTANDO OLHARES, ORAÇÕES, PRECES A DEUS POR MIM... TER VANESSA COMIGO, SENDO MINHA DOULA PELO TELEFONE, SEM NUNCA TER ME VISTO... RECEBER NOS MEUS BRAÇOS UM SER LINDO. ABENÇOADO, PERFEITO... FARIA TUDO NOVAMENTE!!!! MOMENTOS ASSIM MOSTRAM QUE AINDA EXISTEM SEREM HUMANOS HUMANOS!!!!!!! OBRIGADA A TODOS!!!!

Essa foi minha linda história de amor!!!!! De renascimento!!!!! Bjs!!!!


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Nascimento do Francisco

Esse vídeo emocionante vai muito além de uma assistência humanizada ao nascimento, ele mostra os sentimentos de uma mãe que se preparou para um parto o mais fisiológico possível e necessitou de uma cesariana intra-parto.
Confira o trabalho de parto da psicóloga e doula, Chênia Valéria, em sua segunda gestação e se emocione com a gente.


*Francisco foi um bebê surpresa que só teve seu sexo revelado no nascimento.
**Imagens e edição, Andressa Cassetti - Felice
***Veja em alta resolução aqui: https://vimeo.com/130462871

Você também se preparou para um parto normal e passou por uma cesariana? Mande sua história para: vanessadoulamg@yahoo.com.br